A Aplicação de Brises em Fachadas Comerciais

14.10.2019

Um problema muito comum no Brasil, especialmente durante o verão, é o superaquecimento dos ambientes devido à incidência de sol, principalmente nas fachadas voltadas para o oeste. Algumas casas se tornam verdadeiros fornos e causam um desconforto muito grande que perdura até o momento em que o aparelho de ar condicionado consiga fazer o seu trabalho com eficiência.

Os brises barram a incidência da radiação solar antes que ela atinja a fachada e, consequentemente, o ambiente interno, reduzindo o calor recebido. Em comparação a outros dispositivos de proteção solar, oferece melhor controle dos ganhos térmicos, iluminação natural adequada e ventilação. É um elemento de uso externo às fachadas.

A especificação desse elemento no projeto e a avaliação da eficiência baseiam-se na geometria de insolação, dimensões, orientação da fachada e na determinação do fator solar. Joene Saibrosa, arquiteta mestre em conforto pela Universidade de Brasília, explica que o profissional precisa avaliar a orientação solar da superfície e definir o horário que deseja proteger a construção da radiação solar. “Essas informações são requisitos para verificar o tipo de brise ideal, sendo necessário considerar a luminosidade, ventilação, visibilidade, custos de aquisição e manutenção”. É preciso, além disso, determinar em quais situações o sombreamento é desejável. “Em climas quentes, é fundamental para reduzir o ganho de calor. Já nos climas ou em períodos frios, a insolação é bem-vinda”, orienta Grace Gutierrez, arquiteta urbanista e mestre em Engenharia Civil pela Universidade de Campinas (Unicamp).

Os brises podem ser pré-fabricados, fabricados sob medida ou moldados in loco. São classificados por diversos aspectos, resultando em ampla variedade de soluções. As categorizações mais comuns se dão pela tipologia de suas lâminas (verticais, horizontais ou mistas), pela sua mobilidade (fixa ou móvel) e pelo acabamento (liso ou perfurado).

Os brises podem ser fabricados em aço, concreto, madeira, tela, vidro, policarbonato, painéis fotovoltaicos, painéis prismáticos e outros. Para escolher a melhor opção para o projeto, o profissional deve considerar as características dos materiais, a necessidade e condições de investimento do cliente, assim como as questões estéticas envolvidas.

Embora não exista certificação específica para dispositivos de sombreamento, o uso do brise garante impacto significativo em quesitos de eficiência energética e desempenho térmico e luminoso de selos de sustentabilidade — como o AQUA e o LEED. Para Joene, seu uso pode melhorar a classificação sustentável de construções. “É um elemento que controla os ganhos térmicos e equilibra a iluminação no ambiente interno, além de permitir a ventilação. Dessa forma, reduz o consumo energético com iluminação artificial e climatização”, explica.

 

Fonte: https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/brises-controlam-incidencia-de-luz-e-garantem-conforto-termico-a-edificacao_9317_10_8

 

 

 

 

 

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Cíntia Barra formou-se pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e atua no mercado desde o ano 2000, elaborando projetos residenciais, de interiores, comerciais e corporativos, sempre com funcionalidade, beleza e praticidade. Através deste espaço, ela compartilhará de sua experiência e conhecimento por meio de dicas e orientações que vão auxiliar quem está aprendendo arquitetura e/ou design de interiores
 

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